Ciro Gomes articula chapa unificada com a direita para enfrentar PT na disputa pelo governo do Ceará
- Jason Lagos
- 19 de jan.
- 2 min de leitura

O ex-governador lidera a disputa pelo Executivo do Ceará com 44% das intenções de voto
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) articula uma chapa unificada com os principais nomes de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) para disputar as eleições no Ceará em outubro. O objetivo é estruturar uma candidatura majoritária que envolva nomes como o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e o ex-deputado federal Capitão Wagner, ambos do União Brasil.
A chapa englobaria os políticos da direita que disputarão os cargos de governador, vice-governador, além das duas cadeiras do Senado Federal. Ciro já afirmou publicamente a intenção de disputar o Executivo estadual novamente, posição que ocupou entre 1991 e 1994.
"Você deve ver uma chapa comigo, com Capitão Wagner, com Roberto Cláudio para compor as chapas majoritárias. Temos a outra vaga de senador para compor com outros aliados, porque o que interessa para nós não é politicagem, é enfrentar a violência impune que tomou conta da política", disse Ciro na sexta-feira durante coletiva de imprensa concedida após reunião de lideranças da oposição.
A aproximação de Ciro ao bolsonarismo marca a passagem atual dele no PSDB. O ex-governador lidera a disputa pelo Executivo do Ceará com 44% das intenções de voto, segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em dezembro. Em seguida, aparecem Elmano, com 34%, e o senador Eduardo Girão (Novo), com 7%. Os entrevistados que declaram voto branco ou nulo somaram 10%. Já 5% não souberam ou não responderam.
O instituto também mediu um cenário de segundo turno entre Ciro e Elmano, no qual o tucano aparece com 49% contra 39% do petista. Outros 8% declaram voto em branco ou nulo e 4% estão indecisos.
Com a presença de aliados bolsonaristas, Ciro se filiou ao PSDB em outubro, quando respondeu críticas sobre sua aproximação a nomes ligados ao ex-presidente, como o deputado federal André Fernandes (PL) e Capitão Wagner.
Em referência direta a Fernandes, Ciro agradeceu pela presença do parlamentar na ocasião e afirmou que ambos nutrem "algumas desavenças que serão resolvidas fraternalmente".
A aproximação do PDT ao PT, tanto na esfera estadual quanto na nacional, foi citada pelo ex-governador como motivo de sua recente insatisfação dentro da sigla. Ciro também demonstrou descontentamento com o processo de "fritura" enfrentado pelo presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, provocado pela crise do INSS, que levou à sua deposição do comando do Ministério da Previdência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade do ministro da Educação, Camilo Santana, ex-governador do Ceará, liderar uma candidatura ao Executivo estadual. Embora esteja dizendo que não quer ser candidato, Camilo vem deixando aberta a possibilidade de voltar a concorrer ao cargo que ocupou entre 2015 e 2022.
Créditos: O Globo




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