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Centrão decidirá se apoiará Lula ou Flávio Bolsonaro nas urnas de 2026 até março

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 28 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

As legendas do Centrão juntas somam, hoje, cerca de 11 ministérios na coalizão governista


O Centrão, bloco formado por Partido Progressista (PP), Partido Social Democrático (PSD), Republicanos, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e União Brasil, articula-se nos bastidores para definir se dará apoio formal ou se liberará seus quadros a escolher entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial de 2026.


Líderes do grupo planejam uma reunião já em janeiro para discutir o rumo eleitoral. O MDB tende a apoiar a reeleição de Lula.


Apesar da iniciativa, caciques partidários avaliam que um único encontro não será suficiente para pacificar o tema. A definição dependerá do cenário político ao longo do próximo ano, especialmente de quem ocupará o posto de vice-presidente na eventual chapa de Lula.


No União Brasil, o debate já expõe divergências internas. Uma ala defende adesão integral ao nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto outro segmento sugere aguardar a evolução das pesquisas e buscar um consenso mais adiante. No PP, liderado por Ciro Nogueira, a tendência é liberar os filiados para decidirem de acordo com a própria avaliação política.


O impasse ocorre em um momento de reorganização das forças políticas e diante da tentativa de Lula de ampliar sua base no Congresso, enquanto o bolsonarismo busca manter protagonismo na sucessão presidencial.


Com peso decisivo no Legislativo e histórico de pragmatismo eleitoral, o Centrão tende a calibrar sua posição conforme a viabilidade dos candidatos, a composição das chapas e a capacidade de oferecer espaço político e influência em um eventual governo a partir de 2027.


As legendas do Centrão juntas (MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos) somam cerca de 11 ministérios na coalizão governista — considerando indicações diretas e participações históricas.


Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas em todo país entre os dias 18 e 22 de dezembro mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial em todos os cenários de primeiro turno, mas viu cair a sua vantagem para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)


No cenário contra Flávio, Lula, que buscará a quarta vitória para o posto mais importante da República, teria 37,6% da preferência do eleitorado, quase dez pontos à frente do senador, que teria 27,8% de intenções de voto.


Neste cenário, todos os demais candidatos teriam menos de dois dígitos de intenções de voto. Os mais bem colocados seriam o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 9%, e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 7,9%, que estariam empatados entre eles na margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.


Os números mostram que o senador melhorou a sua posição na preferência do eleitorado desde que anunciou que havia sido escolhido pelo seu pai para representá-lo na corrida presidencial, em 5 de dezembro.


Anteriormente, Flávio aparecia nas sondagens com 19,2% das intenções de voto (outubro) e 19,7% (novembro), o que mostra que ele subiu oito pontos percentuais desde que passou a ser o nome do ex-presidente na disputa.


No segundo turno, a vantagem de Lula para Flávio também caiu desde outubro, quando a disputa estava em 46,7% para o presidente contra 37% do senador do PL. Hoje, o parlamentar estaria com 41% das intenções de voto, enquanto o petista somaria 44,1%, o que configura empate técnico dentro da margem de erro.


Ainda segundo o levantamento, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovada por 50,9% dos entrevistados, enquanto 45,6% afirmam aprovar o governo. Outros 3,5% não souberam responder ou preferiram não opinar.



Créditos: Metrópoles e Revista Veja

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