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Cemitérios de Garanhuns entram em colapso e situação agrava o sofrimento das famílias

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 17 de jul.
  • 2 min de leitura
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A superlotação dos cemitérios públicos de Garanhuns, no Agreste Meridional de Pernambuco, voltou a provocar indignação e sofrimento. No último domingo (22), uma família viveu momentos de tensão e angústia ao só conseguir confirmação de local para sepultamento de um ente querido poucas horas antes do enterro.


Segundo relato publicado pelo Blog do Carlos Eugênio, os familiares precisaram recorrer a contatos com agentes públicos e servidores municipais para garantir uma vaga. A solução encontrada foi a reutilização de uma gaveta no Cemitério São Cristóvão, no bairro da Liberdade, após a retirada dos restos mortais anteriores, com o consentimento da família.


A situação não foi uma caso isolado. Sepultamentos têm sido realizados até mesmo nas ruas e avenidas internas dos cemitérios municipais, dificultando a mobilidade dos visitantes e das próprias cerimônias fúnebres. Em alguns casos, parentes precisam recorrer a cemitérios de cidades vizinhas por falta total de vagas. Apenas famílias com jazigos próprios ainda conseguem garantir sepultamentos com alguma previsibilidade.


O problema da saturação nos cemitérios de Garanhuns é antigo e tem se agravado a cada ano, sem uma solução definitiva por parte do poder público. A última grande ampliação registrada foi em 2007, no Cemitério São Miguel — o maior do município. Desde então, apenas intervenções pontuais, como a construção de algumas gavetas no São Cristóvão, foram executadas.


O tema foi levado à Câmara Municipal em maio deste ano. Durante a 15ª Reunião Ordinária, o vereador Professor Márcio (PT) cobrou do Executivo municipal a construção de um novo cemitério, alertando para a gravidade do cenário. Até o momento, no entanto, não houve anúncio oficial de obras ou investimentos que apontem para a resolução do problema.


Enquanto isso, o esgotamento da estrutura continua expondo famílias ao constrangimento e à dor, justamente no momento de maior fragilidade emocional. A ausência de planejamento e ação efetiva transforma o direito ao luto digno em mais uma batalha enfrentada pelos cidadãos de Garanhuns.



Créditos: Blog do Carlos Eugênio

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