Carlos Bolsonaro usa foto de Doria, o “CEO de SP”, para provocar Tarcísio de Freitas
- Jason Lagos
- 14 de jan.
- 2 min de leitura

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho "02" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), publicou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (14), uma foto do ex-governador João Doria (sem partido) com uma revista em que a manchete é “João Doria, o CEO de São Paulo”.
A postagem acontece após uma publicação também feita numa rede social por Cristiane de Freitas, esposa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que escreveu na terça-feira (13): “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido”.
A postagem traz um vídeo de Tarcísio de Freitas com críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que “a população vai se tocar que o que está aí envelheceu” e “não tem nada de moderno”.
João Doria chegou a ser aliado de Bolsonaro, usando o slogan “Bolsodoria” nas eleições de 2018, quando foi eleito governador de São Paulo. Mas depois rompeu com a família, que até hoje o acusa de usar a imagem do ex-presidente para benefício próprio.
O comentário da primeira-dama de São Paulo foi feito no mesmo dia em que um levantamento Meio/Ideia mostra Tarcísio como o candidato da direita mais competitivo em uma disputa com o presidente Lula.
Tarcísio tem 42,1% em eventual segundo turno contra Lula, que soma 44,4% das intenções de voto. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 36% contra 46,2% de Lula. E a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registra 39% contra 46% do atual presidente.
Preso por um soposto plano de golpe de Estado, Jair Bolsonaro indicou seu filho, Flávio, para concorrer ao Palácio do Planalto. O ex-presidente, segundo aliados, está convicto sobre sua decisão.
Porém, aliados do Centrão aguardam que o desempenho de Flávio em novas pesquisas possa dar uma clareza melhor sobre o fôlego da candidatura do senador até o fim.
Um outro importante ator da direita brasileira, o jornalista Paulo Figueiredo, também fez publicações sobre o discurso de Tarcísio de Freitas, defendendo a ideia de um CEO para governar o Brasil. Segue o texto de uma das publicações de Figueiredo sobre o assunto, feita no X.
- O Bolsonarismo não quer um CEO. Isso é positivismo estúpido típico de milico. País não é empresa e presidente não é gestor de planilha. CEO pensa em eficiência, custo e lucro; presidente tem que lidar com valores, soberania, identidade nacional e com um povo real, diverso e cheio de conflitos legítimos.
- Essa ideia de “governo técnico, não ideológico” serviu para tirar decisões da mão da população e entregá-las a burocratas, especialistas e elites que se dizem neutras, mas impõem sua própria visão de mundo. Foi assim que, em nome da eficiência e do livre mercado, destruíram indústrias nacionais, enfraqueceram o Estado-nação e concentraram poder em organismos e reguladores não eleitos.
- A pandemia escancarou isso: um bando de gestores decidindo como as pessoas podiam viver, trabalhar e circular, sem debate político real. O bolsonarismo nasce da antítese disso, como reação a essa lógica — não contra ordem ou competência, mas contra a ideia de que o povo deve ser permanentemente tutelado por uma elite tecnocrática que trata a nação como se fosse uma empresa mal administrada.
Créditos parciais: CNN Brasil




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