Campanha apócrifa contra a honra de Raquel Lyra gera onda de solidariedade à governadora
- Jason Lagos
- há 2 horas
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O jurídico do PSD reagiu de imediato solicitando providências da justiça eleitoral e da Frente Popular
Cartazes colados em ruas do Recife este domingo (30) com a foto da governadora Raquel Lyra seguida de frases como “ela matou o marido para ganhar a eleição” e “matadoras de maridos”, onde a governadora é mostrada ao lado de mulheres acusadas de assassinar seus maridos, causaram repúdio e uma onda de solidariedade à governadora na internet.
Um terceiro cartaz mostra Raquel Lyra ao lado do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), com a legenda “chapa anti-Lula”.
O setor jurídico do PSD reagiu de imediato solicitando providências da justiça eleitoral e da Frente Popular, citada como suspeita da autoria dos ataques em manifestação de apoiadores de Raquel na Internet, distribuiu nota à imprensa afirmando que repudia a campanha e que tomará as providências cabíveis na Justiça eleitoral.
O esposo da governadora faleceu no dia do primeiro turno da eleição de 2022 quando sofreu um infarto fulminante em sua casa, em Caruaru. Com 44 anos, Fernando tinha pressão alta e era responsável pela coordenação da campanha de Raquel tendo trabalhado até tarde da noite.
O fato causou grande consternação no Estado, e a governadora passou cerca de 15 dias impossibilitada de fazer campanha para o segundo turno – ela ficou em segundo lugar no primeiro turno, só perdendo para Marília Arraes – tendo a vice Priscila Krause tomando a frente das negociações com prefeitos e lideranças que se incorporaram à campanha.
Candidatos ao Senado da chapa de Raquel Lyra exibiriam vídeos de repúdio à campanha apócrifa e se solidarizando com a governadora, assim como fizeram candidatos a deputado estadual e federal e pessoas comuns, sobretudo mulheres.
No “X” o candidato a governador da Federação PSOL/Rede, Ivan Moraes, escreveu: “a pessoa ou quadrilha responsável pelos cartazes ofensivos contra a governadora precisa ser identificada e responsabilizada urgentemente. A investigação tem que ser profunda e exemplar. Minha Solidariedade a Raquel”.
O candidato João Campos (PSB) considerou absurda a circulação de cartazes apócrifos com ataques à candidatura de Raquel Lyra. Em vídeo divulgado também no Instagram, afirmou que quem atribuir à candidatura dele a autoria do material terá de responder a um processo criminal na Justiça.
Campos lembrou que perdeu o pai, o ex-governador Eduardo Campos, em meio a um processo eleitoral e disse que não admitiria ataques a famílias durante o processo eleitoral.
“Perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição. Não admito que nenhuma família seja atacada. Isso está fora da política. É um absurdo. Estou entrando na Justiça para que possam investigar esses panfletos”, garantiu.
No fim da tarde, a governadora foi às redes sociais para se pronunciar por meio de um vídeo. Informou que tomou conhecimento do material a partir do Instagram quando se preparava para realizar agenda de campanha na Zona da Mata Sul.
“Pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite a minha família. Respeite meus filhos. Respeite a minha dor”, pediu.
Mais tarde, a governadora voltou a comentar os ataques durante um evento de campanha em Palmares, na Mata Sul do Estado.
“Não, amigos, não vale o jogo do vale-tudo pelo poder”, declarou.
Créditos: Blog Dellas, Folha PE e Blog do Nill Júnior

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