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Bolsonaristas e Centrão cobram Tarcísio por espaço e apoio a Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Parlamentares ligados ao bolsonarismo têm cobrado apoio mais explícito por parte de Tarcísio a Flávio


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), inicia 2026 sob pressão simultânea do Centrão e do bolsonarismo. Enquanto aliados do Centrão cobram mais espaço político no governo, bolsonaristas exigem que ele se engaje na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).


Desde que Bolsonaro anunciou que apoiará o filho mais velho para a Presidência da República no ano que vem, aumentaram as chances de que Tarcísio dispute a reeleição ao governo paulista. O governador, no entanto, permanece como plano B do bolsonarismo para o caso de uma reviravolta — o que não é incomum vindo do ex-presidente.


O PP, um dos principais partidos do Centrão, colocou a faca no pescoço ao governador ao ameaçar apoiar outro candidato para o governo estadual. Entre as razões elencadas, estão queixas de parlamentares e prefeitos do partido sobre dificuldades de comunicação e distanciamento em relação ao governo.


O partido acaba de perder uma secretaria no governo Tarcísio. Guilherme Derrite, ex-titular da Segurança Pública, saiu do cargo para concorrer ao Senado. No lugar dele, assumiu o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, sem vínculo com qualquer partido. O apoio a Derrite na disputa como senador por parte de Tarcísio é considerado insuficiente pelo PP.


Em um cenário de eventual desembarque do PP, a sigla já discute alternativas eleitorais para 2026. Um dos nomes cogitados pela sigla para disputar o governo nessa situação é o de Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento de Tarcísio, ex-articulador de Pablo Marçal (PRTB) e agora atuando na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL).


Sabará afirmou que dá prioridade ao trabalho junto a Flávio e que tudo indica que Tarcísio seja parceiro nesse projeto. “Entretanto, se por algum motivo, ele [Tarcísio], não entrar de cabeça na campanha do Flávio, e ele precisar de mim em São Paulo, estou preparado para fazê-lo e, portanto, me sinto lisonjeado pelo convite do PP”, acrescentou.


Parlamentares ligados ao chamado bolsonarismo raiz têm cobrado apoio mais explícito por parte de Tarcísio em relação a Flávio Bolsonaro, além da atitude protocolar do governador até agora.


O chefe do Executivo estadual tem falado nos bastidores que não pretende, neste momento, se engajar na campanha de Flávio. Embora tenha declarado publicamente que apoia a candidatura do filho 01, o endosso foi feito de forma tímida.


Na eventualidade de Tarcísio não entrar de cabeça na campanha de Flávio, o filho do ex-presidente ficaria sem um bom palanque no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Caso isso aconteça, em vez de apoio, o governador paulista pode ter de enfrentar o fogo amigo de alas do bolsonarismo em plena campanha à reeleição.


Enquanto a pressão do bolsonarismo é vista como previsível por aliados de Tarcísio, a cobrança exercida pelo PP caiu mal na base do governo. O gesto foi classificado como “desnecessário”, “faca no pescoço” e “um tiro sem sentido”.


O movimento da sigla do Centrão é visto como pressão por mais espaço, mas vindo de um partido que hoje só tem dois deputados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O PP argumenta, porém, ter 54 prefeitos no Estado.



Créditos: Metrópoles

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