Banco Central reduz taxa Selic para 12,75% ao ano
- Jason Lagos
- 20 de set. de 2023
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O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (20/9), reduzir a taxa básica da economia (Selic), de 13,25% para 12,75%.
A decisão foi unânime e o Comitê não sinalizou o tamanho do corte na próxima reunião, que ocorrerá entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro.
“A magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, destacou o comunicado divulgado após o término da reunião do Copom.
O corte, de 0,50 ponto percentual, foi o mesmo de agosto, quando o colegiado iniciou o ciclo de redução dos juros após sete reuniões consecutivas de manutenção da Selic em 13,75%.
A decisão foi em linha com o consenso do mercado que esperava a manutenção do ritmo de corte de 0,50 ponto percentual, como o Copom havia sinalizado no comunicado anterior.
Na nota de hoje, o Banco Central reconheceu que há incertezas nos mercados externo e interno. Lá fora, especialmente, devido à expectativa de crescimento menor da China e ao aumento dos juros de longo prazo nos Estados Unidos, “ambos exigindo maior atenção por parte de países emergentes”.
E, em relação ao cenário doméstico, “observou-se maior resiliência da atividade econômica do que anteriormente esperado, mas o Copom segue antecipando um cenário de desaceleração da economia nos próximos trimestres”.
O Copom ressaltou que, nos cenários para a inflação, “permanecem fatores de risco em ambas as direções” e reforçou a preocupação com a questão fiscal.
“Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reforça a importância da firme persecução dessas metas”, destacou a nota.
Créditos: Correio Braziliense




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