Após saída de Michelle, Valdemar extingue presidência do PL Mulher
- Jason Lagos
- há 2 dias
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O desligamento ocorreu em meio à crise com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, extinguiu nesta quarta-feira (1º) o comando nacional do PL Mulher, um dia após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixar o cargo alegando que vai se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O desligamento ocorreu em meio à crise com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.
Valdemar explicou que o PL Mulher terá apenas as presidentes estaduais que responderão para o comando nacional do partido. Na avaliação do cacique, seria difícil substituir Michelle.
“Não teremos mais presidente nacional. Em cada estado vai ter seu PL Mulher, sob alguma administração da nacional. Difícil achar uma substituta à altura da Michelle. Além disso, todo mundo ia querer o espaço, porque ela valorizou muito”, afirmou Valdemar.
Michelle anunciou sua saída do comando do PL Mulher na terça-feira (30), após uma conversa com o próprio Valdemar. Ela deixa de receber uma remuneração bruta de R$ 46.366,19 mensais pagos pelo partido. O valor líquido correspondia a R$ 33.848,30.
A ex-primeira-dama chegou a ameaçar se desfiliar do PL e, assim, desistir da candidatura ao Senado. No entanto, acabou convencida a deixar apenas o PL Mulher por ora.
Michelle deixou em aberto a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal neste ano. Aliados afirmam que ela ainda decidirá se será candidata. A definição precisa ocorrer dentro do prazo das convenções partidárias, que podem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
Até hoje, a ex-primeira-dama jamais admitiu a vontade de concorrer pela primeira vez a um cargo público, embora também nunca tenha negado essa possibilidade. Quando questionada, a agora ex-presidente do PL Mulher sempre diz que seu destino político está entregue a Deus e será definido junto com o marido, no tempo certo.
De acordo com matéria publicada no Estadão, na terça-feira (30), O ex-presidente Jair Bolsonaro costumava classificar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como “incontrolável” em conversas com aliados e dirigentes do PL e defendia que ela não fosse candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Bolsonaro citava como exemplo um episódio das eleições de 2022, quando Michelle contrariou sua posição ao apoiar a candidatura de Damares Alves ao Senado, em vez de Flávia Arruda, que era a candidata defendida pelo então presidente.
Para evitar um conflito público com a esposa, ele optou por não participar da campanha de Flávia. Damares acabou eleita e desde então manteve uma relação próxima com a ex-primeira-dama.
Créditos: Metrópoles e CNN Brasil


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