Após não aparecer em última pesquisa, Marília faz viagens pelo interior e protagoniza inserções partidárias
- Jason Lagos
- 27 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Marília visitou municípios como São Bento do Una, Pesqueira, São João, Jucati, Angelim e Caruaru
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (Solidariedade) intensificou sua agenda política nesta semana com uma série de viagens ao interior de Pernambuco.
A movimentação ocorre próximo da divulgação de uma pesquisa do instituto Alfa Inteligência que não incluiu seu nome nos cenários estimulados para a disputa de 2026.
Marília visitou municípios como São Bento do Una, Pesqueira, São João, Jucati, Angelim e Caruaru. O objetivo declarado é fortalecer o diálogo regional e ampliar a presença nos territórios nesse ano préeleitoral, que deve ajudar a decidir uma chapa ao Senado.
Nas redes sociais, a ex-deputada falou sobre a receptividade e afirmou que "Pernambuco quer voltar a crescer".
A ausência de Marília no levantamento da Alfa Inteligência, divulgado na quarta-feira (26), gerou ruído nos bastidores. Esta foi a terceira vez que a política ficou de fora de uma grande sondagem recente, apesar de ter chegado ao segundo turno nas eleições para a Prefeitura do Recife (2020) e para o Governo do Estado (2022).
Também não foi citado o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL). Em suas redes sociais, o bolsonarista reclamou do caso. Quando testada, como na pesquisa Datafolha de outubro, Marília liderou todos os cenários com 39% das intenções de voto, superando adversários diretos como Humberto Costa (26%) e Miguel Coelho (19%).
Além das viagens, Marília Arraes protagonizou as inserções do Solidariedade na televisão, falando sobre a intenção do partido de jogar na "linha de frente" em 2026.
A estratégia de usar o tempo de TV para se posicionar na disputa majoritária não é exclusiva dela. Outros postulantes às vagas de Senado na provável chapa do prefeito João Campos (PSB) também protagonizaram as propagandas de suas legendas.
Silvio Costa Filho (Republicanos): O ministro de Portos e Aeroportos utilizou as inserções para exibir sua proximidade com o presidente Lula (PT)
Miguel Coelho (União Brasil): O ex-prefeito de Petrolina estrela as peças do União Brasil focando em "resultados concretos" e citando sua gestão no Sertão como modelo. Miguel tenta se viabilizar como um nome de "mão na massa" e crítico de "promessas vazias", um nome mais à direita na chapa de João Campos.
O senador Humberto Costa (PT) é um nome mais consolidado para uma das duas vagas ao Senado, devido ao alinhamento nacional PT-PSB. Nesse cenário, Marília, Silvio e Miguel disputam a segunda vaga, palmo a palmo.
Em meio a esse volume de pleiteantes, o Republicanos de Silvio Costa Filho consultou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de "coligações cruzadas", o que permitiria que partidos apoiassem o mesmo governador, mas lançassem candidatos ao Senado separados.
Se aprovada, a medida poderia acomodar mais nomes na disputa, diluindo a pressão sobre a chapa majoritária.
Créditos: jamildo.com




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