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Após euforia, mercado refaz contas e vê disputa mais apertada no 2º turno

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 10 minutos
2 min de leitura

A água no chopp dos investidores veio com os números mais recentes das pesquisas eleitorais


O mercado brasileiro passa por um período de ressaca após o clima de euforia visto na semana passada, quando o Ibovespa renovou recordes, o dólar voltou para baixo de R$ 5 e os juros futuros recuaram ao longo de toda a curva.


Os números dos últimos dias mostram um quadro diferente. A bolsa brasileira fechou no negativo nas três últimas sessões e caminha para encerrar a semana com o pior resultado desde agosto. Já a divisa dos EUA voltou ao patamar próximo de R$ 5,10 e os contratos de DIs apagaram grande parte da queda observada no pós-primeiro turno.


A água no chopp dos investidores veio com os números mais recentes das pesquisas eleitorais, mostrando que a disputa à Presidência da República ainda segue bastante acirrada, com cenários sinalizando um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Analistas ouvidos pelo CNN Money afirmam que o mercado voltou a fazer as contas sobre os resultados do pleito, principalmente após as mobilizações em apoio ao presidente Lula no final de semana e a sequência de ações que aumentam o "pacote de bondades" do governo federal para reverter o resultado do primeiro turno.


O racional do mercado é que uma vitória do senador deve mudar os rumos da política fiscal do governo federal, sobretudo com a vitória majoritária do PL e aliados no Congresso Nacional, explica Eduardo Velho, economista-chefe e sócio da Bravonte Capital.


"Como a candidatura de Flávio é considerada pelo mercado a mais propensa a fazer um ajuste fiscal crível e implementar reformas estruturais, e considerando que o mercado já tinha precificado uma probabilidade superior a 60% de sua vitória no segundo turno, é natural o ajuste para baixo dessas apostas", diz.



O dólar e os juros futuros seguiram o caminho inverso, mostrando altas firmes ao longo das sessões. Na véspera, a divisa dos EUA fechou a R$ 5,08, chegando a se aproximar de R$ 5,10 nas máximas da sessão.


A mudança no humor acompanha os dados das pesquisas eleitorais.


"As pessoas enxergam que um cenário para presidente não está liquidado ainda", resume Paulo Duarte, economista-chefe da Valor Investimentos.


A aprovação do fim da 6x1 se soma a outras medidas encampadas pela gestão petista na reta final da campanha. Somente nas últimas semanas, o governo anunciou o aumento do Bolsa Família, o fim das bets e novas medidas para MEIs (Microempreendedores individuais).



Créditos: CNN Brasil

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