Após condenação, Eduardo Bolsonaro pede novas sanções contra Alexandre de Moraes a Donald Trump
- Jason Lagos
- 18 de jun.
- 2 min de leitura

Eduardo chamou o magistrado de violador de direitos humanos e declarou não reconhecer condenação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu nesta 4ª feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), retome as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Eduardo chamou o magistrado de violador de direitos humanos e declarou não reconhecer o processo contra si na Corte. “Moraes não pode continuar jogando esse jogo, fazendo a chacota em rede nacional de que ele é vítima e julgador ao mesmo tempo. É óbvio que esse processo todo é nulo”, afirmou em publicação nas redes sociais.
Segundo o ex-congressista, o julgamento reforça sua “posição de perseguido” e exige uma reação dos EUA. “Vem um ponto político para além do jurídico, que é a consideração do governo Trump com uma organização criminosa (o STF). Não posso ser punido por me relacionar com as autoridades americanas e essas autoridades assinarem uma sanção justa e devida contra Alexandre Moraes”, disse.
Moraes relatou a ação que condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sentença saiu na 3ª feira (16).
Em julho de 2025, o ministro do STF sofreu punições financeiras e restrições de entrada nos EUA com base na Lei Magnitsky. O governo norte-americano considerou que o magistrado usou o cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão. A medida foi revogada em dezembro do mesmo ano.
O STF julgou Eduardo por atuar nos EUA junto a autoridades norteamericanas com o intuito de pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado em setembro de 2025 e atualmente está em prisão domiciliar.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele se licenciou do mandato na Câmara em março daquele ano para permanecer em território norte-americano e fazer oposição ao que classifica como “perseguição política” contra sua família.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confundiu Eduardo Bolsonaro com o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), ao falar sobre a condenação do ex-deputado federal pelo STF. A afirmação foi feita durante a cúpula do G7, na França, nesta 4ª feira (17).
O norte-americano disse que “prenderam um Bolsonaro” que estava “indo bem nas pesquisas”. Afirmou ainda que encontrou-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cúpula do G7, mas não esclareceu se as conversas aconteceram em tom informal ou oficial.
"É um país um pouco complicado, politicamente. Um pouco perigoso, politicamente. Tem sido uma bagunça. Ouvi dizer que prenderam alguém que estava concorrendo a um cargo hoje. Descobri isso depois que fomos embora. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e soube que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo. Eles estão tramando algo. Acho que isso resume tudo”, declarou.
O presidente norte-americano não esclareceu se discutiu com o petista as tarifas ou a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Na noite de 3ª feira (16), ambos se cumprimentaram durante um evento social, mas não apareceram juntos publicamente depois disso.
Créditos: Poder360




Comentários