Após atritos com Anderson Ferreira, Gilson Machado admite possibilidade de mudar de partido
- Jason Lagos
- 18 de nov.
- 2 min de leitura

Qualquer decisão de Gilson Machado está condicionada à palavra final do ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL), admitiu nesta segunda-feira (17) que avalia a possibilidade de deixar o PL para disputar o Senado em 2026. A mudança ocorreria caso ele "não encontre ambiente" na sigla.
Apesar de falar sobre a possibilidade, o ex-ministro afirmou que qualquer decisão está condicionada à "palavra final" do expresidente Jair Bolsonaro.
O atrito interno no PL ocorre porque tanto Gilson Machado quanto o presidente estadual do partido, Anderson Ferreira, almejam a vaga majoritária da legenda para o Senado. Gilson conta com o apoio de Bolsonaro para a vaga, enquanto Anderson tem o respaldo do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.
Na conversa, Gilson Machado afirmou que aguarda uma oportunidade para falar com Bolsonaro, que atualmente está preso. O ex-ministro garantiu, no entanto, que o ex-presidente já falou sobre a possibilidade de troca partidária em outras ocasiões.
Ele [Bolsonaro] já me disse em momentos anteriores, que caso eu não encontre ambiente dentro do meu partido ele me apoiaria em qualquer partido que eu fosse para ser o senador de Pernambuco", afirmou Gilson Machado. Segundo ele, Bolsonaro "já verbalizou isso por quatro vezes" na mídia local.
Questionado sobre a possibilidade de migrar para o PP, partido presidido no Estado pelo deputado Eduardo da Fonte, Gilson Machado elogiou o parlamentar, mas manteve a cautela. "Dudu é um grande amigo de infância. Gosto dele e de seu filho. Mas repito, a última palavra é do presidente Bolsonaro".
Proibido de sair da comarca do Recife, Gilson Machado também falou que as medidas cautelares prejudicam sua pré-candidatura ao Senado. "Eu não estou podendo sair de Recife, não estou podendo andar o meu Estado", lamentou.
Créditos: Jamildo.com



Comentários