Amiga de Lulinha pede ao STF apuração de possível vazamento para Flávio Bolsonaro
- Jason Lagos
- há 22 horas
- 2 min de leitura

Caso a medida tenha sido autorizada, a defesa solicita acesso imediato à decisão e ao material obtido
A defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a abertura de uma investigação para apurar uma possível quebra ilegal de sigilo telemático.
O pedido foi apresentado nesta terça-feira (21), após o jornal O Globo noticiar que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) planeja divulgar áudios de conversas entre Roberta e Lulinha.
Os advogados afirmam que não têm conhecimento sobre a existência de uma decisão do STF que tenha autorizado o acesso a dados ou comunicações da empresária. Por isso, pedem que Mendonça informe se houve alguma medida de quebra de sigilo no âmbito da investigação.
Caso a medida tenha sido autorizada, a defesa solicita acesso imediato à decisão e ao material obtido. Os advogados também pedem que seja investigada a origem de eventual vazamento, caso informações tenham chegado à campanha de um adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.
"Caso tenha sido autorizado por essa Corte Suprema o afastamento do sigilo telemático de informações e tais informações estão em posse da campanha do adversário político do pai de um dos envolvidos, está-se de fronte a um claro crime de quebra irregular de sigilo telemático", diz.
Os advogados afirmam ainda que a eventual divulgação de informações sigilosas com finalidade eleitoral poderia comprometer o direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.
Roberta Luchsinger foi alvo de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e determinação para uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto.
Estima-se que ao menos R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados de beneficiários por sindicatos e outras entidades.
A operação provocou o afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Diante da pressão sobre o governo federal, o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão.
No início de março deste ano, um emissário de Roberta Luchsinger levou a um auxiliar de Lula uma mensagem direta. Desesperada, a lobista exigiu proteção e avisou que não cairá sozinha.
Posteriormente, no início de julho, a defesa de Roberta pediu o arquivamento da investigação contra ela. Na petição, os advogados afirmam que têm ocorrido "vazamentos seletivos" à mídia e que não se pode ignorar uma possível motivação política para a apuração por explorar a amizade da empresária com Lulinha, filho do presidente Lula, candidato à reeleição.
Créditos: CNN Brasil, Veja, Poder360 e Folha SP



Comentários