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Alepe anuncia que examina a partir de 2 de fevereiro pedido de impeachment de Raquel Lyra

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Para que o processo seja instaurado, é necessário o voto favorável de dois terços dos deputados


O presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Rodrigo Farias (PSB), confirmou, por meio de nota à imprensa divulgada na tarde desta segunda-feira, o recebimento de um pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A iniciativa partiu do deputado de oposição Romero Albuquerque, do União Brasil.


O pedido se deveu às denúncias de falta de fiscalização da empresa de ônibus do pai da governadora, o ex-governador João Lyra, a Logo Caruaruense, que teve o seu fechamento anunciado na sexta-feira (16). Romero Albuquerque justificou o pedido de impeachment por favorecimento, prevaricação e advogacia administrativa.


Até o momento, não foram divulgados maiores detalhes sobre o conteúdo da denúncia, tampouco os nomes dos parlamentares que subscreveram o pedido. A Mesa Diretora informou apenas que a matéria será analisada a partir do dia 2 de fevereiro, quando tem início o período legislativo de 2026 na Alepe.


Pelo regimento da Casa, o processo por crime de responsabilidade contra o governador, vice-governador ou secretários de Estado começa com a apresentação de uma denúncia formal, devidamente assinada e acompanhada de provas. Cabe ao presidente da Assembleia verificar se a denúncia está corretamente instruída para, então, dar seguimento ao trâmite.


Recebido o pedido, o presidente da Alepe encaminha imediatamente a denúncia à Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ). Nessa etapa, o acusado tem prazo de 10 dias úteis para apresentar defesa por escrito, podendo levantar questões preliminares, anexar documentos, indicar provas e arrolar testemunhas.


Concluída a fase de defesa, a CCJ realiza as diligências necessárias, produz as provas e emite um parecer no prazo de até 10 dias úteis, podendo propor um projeto de resolução. O parecer e o eventual projeto são publicados oficialmente e levados à votação no Plenário, com prioridade sobre as demais matérias.


Para que o processo de impeachment seja efetivamente instaurado, é necessário o voto favorável de dois terços dos deputados estaduais. Na prática, isso significa que pelo menos 33 parlamentares precisam autorizar a abertura do processo para que ele tenha prosseguimento. Caso esse quórum seja alcançado, a decisão é comunicada ao presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco em até cinco dias úteis, dando início à fase seguinte do processo por crime de responsabilidade.


A deputada estadual Socorro Pimentel (UB), líder do governo Raquel Lyra na Alepe, classificou como “uma grande cortina de fumaça” o pedido de impeachment protocolado contra a governadora. Para a parlamentar, a iniciativa não tem embasamento jurídico e teria como principal objetivo desviar a atenção das denúncias envolvendo a gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB).


Mesmo pressionada pela movimentação da oposição, Raquel Lyra segue filiando mais prefeitos ao PSD. Nesta segunda-feira, Calby Carvalho, prefeito de Belém de São Francisco, oficializou sua filiação ao partido da governadora. Com a adesão, o PSD passa a contar com 74 prefeituras em Pernambuco, mantendo-se como a maior legenda do Estado.



Créditos: Blog do Mário Flávio

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